quarta-feira, 20 de abril de 2011

Mineropar apresenta estudo sobre jazidas de ametista no sudoeste do PR

Mapa geológico sobre reserva de ametista vai orientar projeto de desenvolvimento na exploração do mineral

“Chegou o momento de sair da pedra e partir para a jóia.” A frase do consultor do Sebrae/PR, Cesar Colini, resume o evento realizado na noite da última segunda-feira, dia 18, em Chopinzinho, que teve como objetivo apresentar o mapa geológico e traçar as ações para potencializar a exploração de ametista no município da região sudoeste do Estado.

Mais de 130 pessoas e prefeitos de vários municípios acompanharam o evento realizado no Anfiteatro David Rogos Schmitz, pela Prefeitura de Chopinzinho, Sebrae/PR, Agência Regional de Desenvolvimento do Sudoeste, com a participação de representantes da Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná (AMSOP).

O potencial sobre a exploração da ametista em Chopinzinho foi apresentado pela Mineropar, que levou o mapa geológico com as informações sobre o tipo de pedra e onde estariam as principais jazidas. Agora, dependendo do esforço de prefeituras e empreendedores, poderá ser feita a abertura de minas para ter uma previsão da quantidade.

“O resultado desse estudo mostra que é possível se trabalhar com menos riscos e fazer uma exploração mais adequada e precisa do mineral ”, explica o geólogo Luciano Cordeiro de Loyola. De acordo com o geólogo da Mineropar, a ametista encontrada na região é de origem hidrotermal e, por isso, tem uma característica especial para ser transformada em produto de joalheria. A maior ocorrência do minério está em Chopinzinho e nos municípios vizinhos.

O prefeito de Chopinzinho, Vanderlei Crestani, destaca que um dos problemas enfrentados no projeto era a falta de conhecimento do potencial da jazida. “Agora, com o estudo da Mineropar, podemos conhecer a real capacidade e fazer com que ela possa ser explorada do ponto de vista empresarial”, aponta.

Crestani também destaca que em breve haverá a instalação de um centro tecnológico para atuar na formação de mão de obra e na exploração da jazida. “Será uma escola que vai capacitar as pessoas e também trabalhar na agregação de valor, com a martelação e lapidação do mineral”, aponta.

Para o consultor do Sebrae/PR, Cesar Colini, o projeto agora ganha uma orientação técnica sobre a jazida, o que é a base para iniciar ações mais específicas para a exploração da ametista com vistas ao desenvolvimento. “Estamos nos mobilizando para construir uma estratégia que envolve a geração de negócios, com a qualificação das pessoas envolvidas no processo, da extração a lapidação da ametista. Assim, Chopinzinho e os municípios que têm o potencial geológico, poderão transformar isso em emprego e renda”, completa Colini.

Quem recebeu as informações e viu a mobilização de entidades, empresários e poder público no projeto foi o presidente da Cooperativa de Pedras Ametista do Sudoeste do Paraná (Copasp), Donival Pedroso de Lara. Para o dirigente da entidade, que reúne 28 cooperados, a maioria pequenos agricultores que explora jazidas artesanalmente na propriedade, a formação do centro tecnológico e a inserção de dados precisos na exploração da pedra, serão importantes para a criação de um polo no setor.

“O trabalho vem sendo realizado e com essa mobilização acredito que só teremos que ganhar, tanto os cooperados como também o município como um todo”, projeta. De acordo com o presidente da Copasp, a produção hoje é vendida para o Rio Grande do Sul e China.

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