quarta-feira, 22 de junho de 2011

Sistema Regional de Inovação do Sudoeste do Paraná apresentado na XI Conferência ANPEI de Inovação

XI Conferência Anpei é aberta com mais de 1.400 inscritos

A abertura da XI Conferência Anpei de Inovação Tecnológica ocorreu na tarde desta segunda-feira, 20, em Fortaleza, para um público superior a 1.400 inscritos. O evento está sendo partilhado com o Seminário Inova 2011, promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec).

A sessão de abertura contou com a presença do ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, do presidente da Fiec, Roberto Macedo, e do secretário da Ciência e Tecnologia do Ceará, Renê Barreira, além do presidente da Anpei, Carlos Calmanovici. Leia mais essa matéria

O Sistema Regional de Inovação do sudoeste do Paraná, com apoio do SEBRAE, teve presença garantida no dia 21/06 na apresentações de cases práticos de incentivo a inovação. O Consultor do SEBRAE/PR César Colini apresentou o case do sudoeste do Paraná para um público de 40 pessoas em salas paralelas com várias apresetações de cases. essa tem sido uma estratégia adotoda pela governança do SRI ou seja, levar a experiência e resultados alcançados para o conhecimento do grande público interessado no tema. 

 










Conceito do Sistema Regional de Inovação no Sudoeste do Paraná – SRI

É uma rede de relações estruturadas entre atores que constitui o sistema regional de inovação. A configuração específica do sistema se dá pelo grau e forma de influência entre os diversos fatores indutores, e na relação entre atores públicos e privados responsáveis pela realização de ações destinadas a promover a inovação nas empresas, contribuindo sobre maneira para aumento da competitividade das mesmas e para o desenvolvimento da economia regional. Não é, então, mais uma entidade ou estrutura orgânica, criada por iniciativa de um ou mais atores sociais, e sim a rede de influências mútuas entre eles, ao estímulo à inovação.





Governo quer criar “Embrapa” da indústria, informa Mercadante


O governo vai criar a Empresa Brasileira de Pesquisa Industrial, Embrapi, uma instituição nos moldes da Embrapa, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, com o objetivo de alavancar a inovação no setor industrial. O anúncio foi feito pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, em seu discurso na sessão de abertura da XI Conferência Anpei, nesta segunda-feira, 20, em Fortaleza.

A empresa, que reuniria os principais centros de apoio à inovação do país, deverá ser constituída em um modelo de parceria público-privada. ”Queremos que ela tenha maioria do setor privado na gestão e não do governo, para ter agilidade”, disse o ministro, acrescentando que o governo teria uma “golden share”, com poder de vetar o orçamento e determinadas operações.

Segundo o ministro, a empresa atuará como uma “clínica da inovação”, para atender demandas especialmente de pequenas e médias empresas para projetos de pesquisa e desenvolvimento. “Não será uma instituição de pesquisa nos moldes acadêmicos, mas sim empresariais, para fazer os projetos de pesquisa e desenvolvimento que as empresas necessitarem”, disse.

A criação da Embrapi faz parte das iniciativas pretendidas pelo MCT para vencer o “grande desafio de transformar ciência, tecnologia e inovação no novo eixo estruturante do desenvolvimento”, afirmou o ministro. Outras medidas anunciadas por Mercadante será a criação de quatro fundos setoriais (financeiro, construção civil, informática e mineração) e a transformação da Finep em instituição bancária.

No que se refere aos recursos para as atividades de C,T&I, Mercadante revelou sua preocupação com os destinos dos royalties que advirão da exploração de petróleo do pré-sal. “Os prefeitos estão mobilizados para que os royalties sejam distribuídos para os estados de municípios, mas se isso acontecer o País estará pulverizando bilhões de reais para a realização de pequenas obras nas cidades e deixando de investir em educação, ciência e tecnologia”. O ministro conclamou as entidades educacionais e de C,T&I a pressionar os deputados para que os royalties do pré-sal “atendam a essas necessidades prementes da nação”. Segundo Mercadante, se prosperar o pleito dos prefeitos para que os estados e municípios fiquem com 78% dos royalties, os orçamentos para C,T&I perderão cerca de R$ 12,2 bilhões em nove anos.