quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Seminário Anprotec Recife 2013 - 3º Dia


Plenárias discutem potencial de parques para gerar mudanças nas cidades

O gerenciamento de mudanças nas cidades e nos parques tecnológicos foi o tema das duas plenárias realizadas no dia 17/10, o último dia de programação do XXIII Seminário Nacional da Anprotec e da 30ª Conferência da IASP.

Um dos debates da atividade foi como as cidades podem acompanhar o crescimento dos parques tecnológicos e vice-versa. Philippe Vanrie, CEO do European Business & Innovation Centre Network, da Bélgica, questionou a intensidade em que os parques tecnológicos devem se envolver na economia das regiões. “Os parques tecnológicos devem se concentrar em uma visão estratégica ou nas políticas públicas e urbanas? Eles devem funcionar como um ponto de prestação de serviços ou ser um catalisador dessas atividades? As instituições devem pensar em um equilíbrio entre as opções” foram pano de fundo dos debates.


Conclusões do Terceiro dia

Localização e proximidade da estrutura urbana das cidades em relação aos Parques Tecnológicos permitem integração e geração de novos negócios. Os Parques Tecnológicos são estratégicos para a criação de MPE inovadoras nas regiões em que se encontram.

Na implantação de Parques Tecnológicos deve-se atentar para as parcerias que são muito importantes, pois aí que surgem as sinergias necessárias para oferecer de fato estruturas para as empresas que se tornarem competitivas. Além disso, se faz necessário também muita resiliência, paciência, persistência e empatia.

Burocracia é um enorme problema a ser superado, mostrar para o poder publico que o que eles investem é onírico que vai alavancar valores bem maiores em empresas e estrutura para as cidades. A busca pela qualidade dos empresários em criar grandes empresas inovadoras é fator de diferenciação, bem como proporcionar cursos de empreendedorismo. Parques Tecnológicos tem dificuldade de gerar receita para o próprio Parque Tecnológico.

Ver possibilidade de ter as empresas Junior como parceira na captação/ incubação de empresas. Porém elas não servem para o crescimento das empresas é um desafio maior para aceleração dos negócios.

Ainda durante o terceiro e último dia do evento temas como “Cultura do Empreendedorismo Inovador: desafios para consolidar habitats de inovação e promover sua interação à cidade”, foram apresentados. O histórico e as condições das regiões onde os parques tecnológicos estão instalados influenciaram no crescimento e na consolidação dos aglomerados. Vimos nas apresentações à importância de dois fatores: a ligação com as oportunidades, que as condições regionais oferecem por abrigar grandes empresas e ter contato com instituições de ensino reconhecidas; e a criação de estratégias para reforçar uma localização escolhida, por meio, por exemplo, de programas de qualificação de pessoal interessados em se instalar na região.

Mais duas sessões técnicas paralelas farão parte da programação geral do dia trataram de temas como “Planejando, avaliando e monitorando habitats de inovação” e “Economia solidárias e incubadoras sociais como instrumentos de promoção do desenvolvimento local e regional”.

Em resumo e conclusão, essencialmente o evento trouxe-nos experiências dos parques tecnológicos da china, reino unido e Brasil. Os debatedores falaram muito a respeito da integração dos parques tecnológicos e as cidades, deram destaque à inovação, referenciaram as pessoas como elementos chave no desenvolvimento e transformação das regiões e Parques Tecnológicos pelo mundo todo, falaram das oportunidades geradas, sinergia e desafios das cidades para se tornarem inteligentes. Habilidades, atitudes e fluxo contínuo de conhecimento para atuação em rede são elementos necessários para que os parques se envolvam no desenvolvimento urbano e não basta ter os clusteres, tem que ter habilidade e estratégia de localização e foco para conquistar os resultados.
 

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