Plenárias discutem
potencial de parques para gerar mudanças nas cidades
Um dos debates da
atividade foi como as cidades podem acompanhar o crescimento dos parques
tecnológicos e vice-versa. Philippe Vanrie, CEO do European
Business & Innovation Centre Network, da Bélgica, questionou a intensidade
em que os parques tecnológicos devem se envolver na economia das regiões. “Os
parques tecnológicos devem se concentrar em uma visão estratégica ou nas
políticas públicas e urbanas? Eles devem funcionar como um ponto de prestação
de serviços ou ser um catalisador dessas atividades? As instituições devem
pensar em um equilíbrio entre as opções” foram pano de fundo dos debates.
Conclusões do Terceiro
dia
Localização e proximidade da estrutura urbana das
cidades em relação aos Parques Tecnológicos permitem integração e geração de
novos negócios. Os Parques Tecnológicos são estratégicos para a criação de MPE
inovadoras nas regiões em que se encontram.
Na implantação de Parques Tecnológicos deve-se atentar
para as parcerias que são muito importantes, pois aí que surgem as sinergias
necessárias para oferecer de fato estruturas para as empresas que se tornarem
competitivas. Além disso, se faz necessário também muita resiliência,
paciência, persistência e empatia.
Burocracia é um enorme problema a ser superado, mostrar
para o poder publico que o que eles investem é onírico que vai alavancar
valores bem maiores em empresas e estrutura para as cidades. A busca pela
qualidade dos empresários em criar grandes empresas inovadoras é fator de
diferenciação, bem como proporcionar cursos de empreendedorismo. Parques
Tecnológicos tem dificuldade de gerar receita para o próprio Parque
Tecnológico.
Ver possibilidade de ter as empresas Junior como
parceira na captação/ incubação de empresas. Porém elas não servem para o
crescimento das empresas é um desafio maior para aceleração dos negócios.
Ainda durante o terceiro e último dia do evento temas como “Cultura do
Empreendedorismo Inovador: desafios para consolidar habitats de inovação e promover
sua interação à cidade”, foram apresentados. O histórico e as condições das
regiões onde os parques tecnológicos estão instalados influenciaram no
crescimento e na consolidação dos aglomerados. Vimos nas apresentações à
importância de dois fatores: a ligação com as oportunidades, que as condições
regionais oferecem por abrigar grandes empresas e ter contato com instituições
de ensino reconhecidas; e a criação de estratégias para reforçar uma
localização escolhida, por meio, por exemplo, de programas de qualificação de
pessoal interessados em se instalar na região.
Mais duas sessões técnicas paralelas farão parte da programação geral do
dia trataram de temas como “Planejando, avaliando e monitorando habitats de
inovação” e “Economia solidárias e incubadoras sociais como instrumentos de
promoção do desenvolvimento local e regional”.
Em resumo e
conclusão, essencialmente o evento trouxe-nos experiências dos parques
tecnológicos da china, reino unido e Brasil. Os debatedores falaram muito a respeito da
integração dos parques tecnológicos e as cidades, deram destaque à inovação, referenciaram
as pessoas como elementos chave no desenvolvimento e transformação das regiões
e Parques Tecnológicos pelo mundo todo, falaram das oportunidades geradas,
sinergia e desafios das cidades para se tornarem inteligentes. Habilidades,
atitudes e fluxo contínuo de conhecimento para atuação em rede são elementos necessários
para que os parques se envolvam no desenvolvimento urbano e não basta ter os
clusteres, tem que ter habilidade e estratégia de localização e foco para
conquistar os resultados.
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